Laboratório de Paleontologia

USP - Ribeirão Preto
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Alemoatherium huebneri


Cinodonte próximo à origem dos mamíferos proveniente de rochas do Triássico (aprox. 230 Ma) da região de Santa Maria-RS. Coletado em 2014 por equipe do PaleoLab e UFSM e descrito em 2017 por Agustin Martinelli, Estevan Eltink, Átila da Rosa e Max Langer.

Aplestosuchus sordidus


Crocodiliforme do grupo dos baurusuquídeos proveniente de rochas do Cretáceo (aprox. 80 Ma) do Oeste de São Paulo. Destaca-se pela preservação de restos de um crocodiliano menor (do grupo dos esfagesáurideos) em sua cavidade abdominal. Descrito em 2014 por Pedro Godoy, Felipe Montefeltro, Max Langer e colaboradores.

Australerpeton cosgriffi


Anfíbio do grupo dos temnospôndilos proveniente de rochas do Permiano (aprox. 250 Ma) da Serra do Cadeado-PR. Foi originalmente coletado na década de 80 por equipe da UFRGS, tendo sido mais recentemente estudado por Estevan Eltink, Max Langer e colaboradores. Foi um grande predador aquático de aproximadamente 2 m de comprimento.

Bairdemys thalassica


Tartaruga do grupo dos Stereogenyina descoberta em rochas miocênicas (aprox. 12 Ma) do estado de Falcón, Venezuela. Sua descoberta permitiu uma revisão do grupo e a proposição de que estas tartarugas eram marinhas e se alimentavam de crustáceos e moluscos. Descrita em 2015 por Gabriel Ferreira, Max Langer e colaboradores.



Batrachomimus pastosbonensis


Crocodiliano do grupo dos Paralligatoridae descoberto em 2012 por equipe do Laboratório de Paleontologia no município de Nova Iorque-MA. Procedente de rochas jurássicas (aprox. 150 Ma), é o único tetrápodo deste período conhecido no Brasil. Foi descrito em 2013 por Felipe Montefeltro, Max Langer e colaboradores.

Bentonyx sidensis


Réptil do grupo dos rincossauros proveniente de rochas do Triássico (aprox. 240 Ma) da região de Devon, Inglaterra. Descoberto em 2005 por equipe da University of Bristol, foi redescrito por Max Langer, Felipe Montefeltro e colaboradores em 2010. O nome genérico é homenagem a Michael Benton, paleontólogo escocês e ex-orientador de Max Langer.

Brasilichnium spp


Icnofóssil de mamífero registrado nos depósitos Juro-Cretácicos da Formação Botucatu, na região de Araraquara-SP. Estudado entre 2013-16 por Simone D'Orazzi Porcheti, Reinaldo Bertni e Max Langer, com a proposição de uma nova icnoespécie, B. anaiti.

Brasinorhynchus mariantensis


Réptil do grupo dos rincossauros proveniente de rochas do Triássico Médio (aprox. 235 Ma) do Rio Grande do Sul. Descoberto no final de década de oitenta, ficou por mais de 25 anos conhecido como o "Rincossauro de Mariante" até sua descrição em 2016 por Cesar Schultz, Max Langer e Felipe Montefeltro.

Buriolestes schultzi


Dinossauro do grupo dos sauropodomorfos proveniente de rochas do Triássico Superior (aprox. 230 Ma) do Rio Grande do Sul. Descoberto em 2010 por equipe da ULBRA e descrito em 2016 por Max Langer, Júlio Marsola e colaboradores. Um dos mais antigos dinossauros do mundo e único sauropodomorfo extritamente carnívoro.

Cambaremys langertoni


Tartaruga proveniente de rochas do Cretáceo (aprox. 70 Ma) da região de Uberaba-MG. Coletado na década de 90 por equipe do Centro de Pesquisasa Paleontológicas "Llewelin Ivor Price" de Peirópolis, foi descrito por Marco França e Max Langer em 2005. É um representante dos Podocnemoidae, grupo de tartarugas hoje restrito à região amazônica e Madagascar.

Caiman e outros materiais de caverna


Trabalhos de campo entre os anos 2012 e 2013 resgataram vários fósseis de jacaré atribuídos ao gênero Caiman na Gruta Ioiô, Chapada Diamantina-BA. De idade Pleistocênica, estes foram coletados conjuntamente a  fósseis de peixes, aves e mamíferos, e descritos em 2014 por Mariela Castro, Felipe Montefeltro e Max langer.

Candidodontidae


Os candidodontídeos foram crocodiliformes de pequeno porte antes conhecidos apenas na África e do NE brasileiro. Em 2009, Felipe Montefeltro, Carolina Laurini e Max Langer descreverem dentes isolados deste grupo proveniente de rochas do Cretáceo (aprox. 70 Ma) da região de Ibirá-SP, estendendo sua distribuição geográfica.

Cearadactylus atrox


Pterossauro (réptil voador) proveniente de rochas do Cretáceo (aprox. 110 Ma) da Chapada do Araripe-CE. Foi originalmente descrito na década de 80 por Guiseppe Leonardi e Guido Borgomanero, tendo sido redescrito por Bruno Vila Nova e colaboradores em 2012. Era um animal de porte médio que se alimentava de peixes.

Chelus colombianus


Cágado proveniente de rochas do Mioceno inferior (aprox. 20 Ma) do noroeste da Venezuela. Foi originalmente descrito na década de 80, tendo sido revisado por Gabriel Ferreira, Max Langer e colaboradores em 2016. Na imagem ao lado, esqueleteo do representante vivente do gênero, o Matamatá amazônico.

Clevosaurus brasiliensis


Os esfenodontídeos formam um grupo de lepidossauros atualmente conhecido apenas pelo Tuatara da Nova Zelândia. Seu registro fóssil, entretanto, é bastate rico, incluindo Clevosaurus brasiliensis do Triássico do Rio Grande do Sul, redescrito em 2015, com base em novos espécimes, por Annie Hsiou e colaboradores.

Colombophis 


Gênero atribuído às serpentes Anilioidea na década de 70 por Robert Hoffstter e Jean-Claude Rage, foi revisado durante o doutoramento de Annie Hsiou. Composto por duas espécies, C. portai C. spinosus , o gênero é conhecido tanto no Mioceno do estado do Acre (Brasil), quanto na Colômbia e Venezuela.

Dasypus punctatus


O conhecido "tatu-galinha" teve parentes fósseis como esta espécie do Pleistoceno (aprox. 10.000 anos). O material mais completo da mesma foi coletado na década de 70 na região de Sorocaba-SP e descrito por Carlos de Paula Couto. Tal espécime foi redescrito em 2013 por Mariela Castro, Max Langer e colaboradores.

Decuriasuchus quartacolonia


Réptil arcossauro do grupo dos rauisúquios proveniente de rochas do Triássico (aprox. 240 Ma) da Quarta Colônia-RS. Descoberto em 2000 por equipe da Fundação ZooBotânica do Rio Grande do Sul, foi descrito por Marco França, Max Langer e colaboradores em 2011. Foram encontrados nove esqueletos associados, indicando provável comportamento gregário.

Ferigolomys pacarana


Roedor do grupo dos caviomorfos proveniente de rochas do Mioceno (aprox. 10 Ma) das margens do Rio Acre, Amazônia Ocidental. Descrito em 2017 por Marcos Bissaro, Annie Hsiou e colegas da UFSM e UFAC.

Guaibasaurus candelariensis


Dinossauro basal provavelmente do grupo dos terópodos, proveniente de rochas do Triássico (aprox. 220 Ma) das regiões de Candelária e Faxinal do Soturno, Rio Grande do Sul. Descoberto entre 1998-2003 por José Bonaparte, foi redescrito por Max Langer, Jonathas Bittencourt e colaboradores em 2011.

Hybodontidae


Os hybodontídeos foram tubarões de médio porte de ampla distribuição do final do Paleozóico e Mesozoico. Dentes e espinhos destes animais, provenientes de rochas de idade permiana (aprox. 250 Ma) da Serra do Cadeado-PR, foram estudados durante o mestrado de Carolina Laurini.

Ixalerpeton polesinensis


Dinossauromorfo do grupo dos Lagerpetidae proveniente de rochas do Triássico Superior (aprox. 230 Ma) do Rio Grande do Sul. Descoberto em 2010 por equipe da ULBRA e descrito em 2016 por Max Langer, Júlio Marsola e colaboradores. Encontrado conjuntamente com Buriolestes schultzi.

Konzhukovia sangabrielensis


"Anfíbio" temnospôndilo proveniente de rochas do Permiano (aprox. 255 Ma) do Rio Grande do Sul. Descrito por equipe do CAPPA/UFSM com colaboração de Estevan Eltink. O gênero Konzhukovia já era previamente conhecido na Rússia, sugerindo trocas faunística entre o Gondwana e a Laurásia no fim do Paleozoico.

Lewisuchus admixtus


Arcossauro da linhagem dinossauriana proveniente de rochas do Triássico (aprox. 240 Ma) do noroeste Argentino. Foi originalmente coletado na década de 60 por equipe da Universidade de Harvard, tendo sido mais recentemente revisto por Jonathas Bittencourt, Max Langer e colaboradores. Foi um pequeno predador terrestre de aproximadamente 1 m de comprimento.

Maxakalisaurus topai


Saurópodo do grupo dos titanossauros proveniente de rochas do Cretáceo (aprox. 75 Ma) do Triângulo Mineiro. Foi originalmente descrito em 2006 por equipe do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Novos materiais foram descritos em 2016 por Julio Marsola, Max Langer, Annie Hsiou e colegas da UNIVASF e UFU.

Metacryphaeus spp


Trilobita do grupo dos Calmoniidae proveniente de rochas do Devoniano (aprox. 400 Ma) da Bacia do Paraná; sub-bacias Alto Garças, em Goiás, e Apucarana, no Paraná. Várias espécies do gênero foram estudadas por Fábio Carbonaro em sua tese de doutorado, em colaboração com colegas da UNESP e UEPG.

Mourasuchus pattersoni


Jacaré do grupo dos Caimaninae proveniente de rochas do Mioceno (aprox. 10 Ma) da Formação Urumaco, Venezuela. Animal de grande porte, com um crânio de mais de 1 m de comprimento e provavelmente piscívoro. Descrito em 2017, por Giovanne Cidade e Annie Hsiou, em colaboração com colegas da Venezuela e UFU.

Otozoum


Campanhas entre 2013 e 2014 realizadas por Simone D'Orazi Porchetti e colaboradores nas rochas da Formação Etjo, Namíbia, levaram à descrição do primeiro rastro de Otozoum para esta Formação na área de Waterberg. A presença deste icnotáxon ajuda a restringir a idade desta unidade ao Eojurássico e é a primeira do tipo da Namíbia.

Ovos fossilizados


Ovos fósseis são menos raros do que se imagina. Material oológico de jacarés, aves e tartarugas provenientes de rochas do Cretáceo (aprox. 70 Ma) do oeste de São Paulo e Triângulo Mineiro foram coletados e estudados por Júlio Marsola, Felipe Montefeltro, Max Langer, Annie Hsiou e colaboradores.

Pampadromaeus barberenai


Dinossauro da linhagem dos sauropodomorfos proveniente de rochas do Triássico (aprox. 230 Ma) da região de Agudo-RS. Descoberto em 2005 pela equipe da Universidade Luterana do Brasil e descrito por Max Langer, Jonathas Bittencourt e colaboradores em 2011. Teria sido um pequeno dinossauro onívoro.

Pissarrachampsa sera


Crocodiliforme do grupo dos baurusuquídeos proveniente de rochas do Cretáceo (aprox. 80 Ma) do Pontal do Triângulo-MG. Foi coletado e descrito por Felipe Montefeltro, Max Langer e colaboradores entre 2008 e 2011. Era um grande predador de hábitos mais terrestres que os crocodilos viventes.

Rhachiphyllum schenkii


Primeiro registro de "gimnospermas" do grupo das Callipteridae (Paltaspermales) no Brasil. Indica idade Permiano inferior (290 Ma) para as rochas da Formação Pedra de Fogo, no Maranhão, de onde foram coletados em 2010 por equipe do Laboratório de Paleontologia. Descrito em 2014 por Roberto Iannuzzi e Max Langer

Sacisaurus agudoensis


Possível dinossauro do grupo dos ornitísquios proveniente de rochas do Triássico (aprox. 225 Ma) da região de Agudo-RS. Descoberto em 2000 por equipe da Fundação ZooBotânica do Rio Grande do Sul, foi descrito por Max Langer e colaboradores em 2007. O nome é uma brincadeira alusiva ao fato de que somente fêmures direitos deste animal foram encontrados.

Saturnalia tupiniquim


Da linhagem dos sauropodomorfos e proveniente de rochas do Triássico (aprox. 230 Ma) da região de Santa Maria-RS, é um dos mais antigos dinossauros conhecidos. Seus três esqueletos foram descobertos por equipe da PUC/RS em 1998 e descritos por Max Langer e colaboradores em vários artigos entre 1999 e 2007. Seria um pequeno (cerca de 1,5 m) animal herbívoro.

Seismophis septentrionalis


Mais antiga serpende brasileira, suas vértebras foram coletadas em rochas do Cretáceo (aprox. 100 Ma) da Ilha do Cajual, na Baía de São Marcos, norte do Maranhão, por equipe da Universiade Federal do Maranhão e descritas por Annie Hsiou e colaboradores em 2013.

Smilodon populator


O famoso "Tigre-de-Dentes-de-Sabre" sul-americano tem ampla ocorrência no Pleistoceno (aprox. 10.000 anos) do Brasil. Seu primeiro registro no Estado de São Paulo (município de Apiaí) trata-se de esqueleto coletado por equipe do Museu de Zoologia (USP), e descrito por Mariela Castro e Max Langer em 2008.

Staurikosaurus pricei


Um dos mais antigos dinossauros carnívoros de que se tem noticia, proveniente de rochas do Triássico (aprox. 230 Ma) da região de Santa Maria-RS. Foi descoberto em 1936 em expedição conjunta do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e da Universidade de Harvard, e redescrito por Jonathas Bittencourt e colaboradores em 2008.

Tachiraptor admirabilis


Segundo dinossauro (primeiro da linhagem dos terópodos) descrito para a Venezuela. Coletado em 2012 pela equipe do Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas, com participação do LPRP, em sedimentos do inicio do Jurássico (aprox. 200 Ma) na Cordilheira de Mérida (marte mais setentrional dos Andes). Descrito por Max Langer e colaboradores em 2013.

Tentaculitoidea


Grupo de metazoários marinhos univalves de afinidades incertas (possivelmente afins aos moluscos) com amplo registro do Ordoviciano ao Devoniano. Fósseis brasileiros do grupo, restritos ao Devoniano (aprox. 400 Ma), foram revistos na tese de Jeanninny Comniskey.

Teyumbaita sulcognathus


Réptil do grupo dos rincossauros procedente de rochas do Triássico (aprox. 230 Ma) da região de Candelária-RS. Coletado na década de 80 por equipe da UFRGS, foi descrito por Felipe Montefeltro, Max Langer e colaboradores em 2011. O nome genérico significa "lagarto-papagaio" em alusão ao bico característico dos rincossauros.